sexta-feira, 30 de abril de 2010

"Podemos passar a vida inteira colecionando dias, mas nenhum vale mais do que aquele que desejaríamos ter de volta!"

Dougie c.c

So I keep sleeping just to keep you with me..

sábado, 17 de abril de 2010

- O que te faz chorar menina?
- A saudade, a vontade de viver e não conseguir... Eu, você, todos.. Tudo! Tudo que eu vejo me dá vontade de chorar, tudo que eu vivo. A vida me bota de joelhos, e eles sangram... Meu peito sangra. E eu choro.

Apple.
- O que fazer para essa dor passar? O meu coração já sangrou demais, eu não sei se vou aguentar...
- Aguente... Aguente firme! - silêncio - Eu não vou te deixar cair.
- Estou escorregando por entre suas mãos.

Apple.

terça-feira, 30 de março de 2010

Comecei a rir. Rir de todos os meus problemas. Rir de todos os meus medos. Rir dos meus sonhos e dos sonhos de todo mundo. Rir de mim mesma. E ri de toda a humanidade. E continuei a rir. Ri tanto que joguei a cabeça para trás e, sem pensar, dei de cara com o céu e aí comecei a imaginar Deus sentado lá em cima olhando pra baixo. O que é que Ele veria de tão alto? Ele não veria nada. Não enxergaria ninguém. Quase chorei.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A menina que roubava livros

"Ela simplesmente já não se importava.
Durante muito tempo, ficou sentada e viu.
Ela vira seu irmão morrer com um olho aberto, o outro ainda no sonho. Dissera adeus à mãe e imaginara sua espera solitária de um trem, de volta para o limbo. Uma mulher de arame tinha-se deitado no chão, com seu grito percorrendo a rua, até cair de lado, como uma moeda rolada que houvesse perdido o impulso. Um rapaz pendera de uma corda feita das neves de Stalingrado. Ela vira um piloto de bombardeiro morrer numa caixa de metal. Vira um homem judeu, que por duas vezes lhe dera as mais belas páginas de sua vida, ser forçado a marchar para um campo de concentração. E, no centro de tudo, viu o Führer berrando suas palavras e passando-as adiante.
Essas imagens eram o mundo, que cozinhavam em fogo brando dentro dela, sentada ali com os livros encantadores e seus títulos manicurados. Fermentavam dentro dela, enquanto a menina olhava as páginas, com suas panças cheias até o gorgomilo de parágrafos e palavras.
Seus cretinos.
Seus cretinos encantadores.
Não me façam feliz. Por favor, não me saciem nem me deixem pensar que alguma coisa boa pode sair disso. Olhem para meus machucados. Olhem para este arranhão. Estão vendo o arranhão dentro de mim? Estão vendo ele crescer bem diante dos seus olhos, me corroendo? Não quero ter esperança de mais nada. Não quero rezar para que Max esteja vivo e em segurança. Nem Alex Steiner.
Porque o mundo não os merece."

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

"Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Afinal, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem beijos quentes ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de bonito. Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E pra seduzir somente o que me acrescenta. Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que as vezes me cansa. Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes ...Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer: - E daí? eu adoro VOAR! O escondido pra mim é bem melhor, e o perigoso é divertido. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Também sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, voracidade e falta de ar... Eu acredito é em suspiros, mãos massageando as costas, o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem paz pra minha vida. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou."