terça-feira, 7 de junho de 2011

Poeta de Alhures

Cansei das meninas dos jardins e botequins, ricas com seus óculos ,exageros e poses. Quero beleza verdadeira, beleza diferente: a simplicidade.

Pe.Fabio de Melo


"Que seja assim!
Tardes que caem para que nasçam as noites.
Acordes que terminam para que a pausa prepare
o som que virá.
A vida e seu movimento tão cheio de sabedoria.
...Que seja assim!
Que seja sempre assim!
Esquinas que dobramos com o desejo
de alcançar outras esquinas.
Depois da chuva, o frescor.
Tudo prepara uma forma de depois,
como se o agora fosse uma passagem constante
que nos conduz com seu cordão invisível.
Eu vou.
Vou sempre."

segunda-feira, 6 de junho de 2011


"Na maioria das vezes, gosto de estranhos. A partir do momento que você conhece alguém de verdade, se decepciona tanto, que é mais confortante ficar no anonimato. Não me importo se você for indiferente comigo (já me acostumei muito com isso), só não omitam nada. Verdades são ásperas, mas estão aí para serem aceitas, e jamais questionadas. Já passei por muitas experiências por aqui, e ao contrário do que pensam, aprendi muito com isso. Então, se for me adicionar na expectativa de destruir corações, sinto informar que aqui já não existem mais sentimentos. Tudo é muito indiferente. Na verdade, tanto faz. Boa Sorte."

Luiz Fernando Veríssimo

Quem é que nunca teve um Marcelo, um Felipe, um Ricardo, um Júlio ou um Alexandre na vida? Tudo bem…, pode ser uma Juliana, uma Ana, uma Patrícia ou uma Aline…

Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa! Cansa na hora que você percebe que ter 10 pessoas ao mesmo tempo é o mesmo que não ter nenhuma, e ter apenas uma é o mesmo que possuir 10 ao mesmo tempo!



A “fila” anda, a coleção de “figurinhas” cresce, a conta de telefone é sempre altíssima. Mas e aí? O que isso te acrescenta?

Nessas horas sempre surge aquela tradicional perguntinha: Por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala não despenca logo na sua vida?



Se o tal “amor” é impontual e imprevisível que se dane!Não adianta: as pessoas são impacientes! São e sempre vão ser!

Tem gente que diz que não é… “Eu não sou ansioso, as coisas acontecem quando tem que acontecer”. Mentira! Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido… Jura de pé junto que não, mas vive sempre em busca da famosa cara metade! Pode dar o nome que quiser: amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja… No fim, dá tudo no mesmo. Pode soar brega, cafona… Mas é a realidade. Inclusive o assunto “amor” é sempre cafonérrimo. Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de viver um grande amor. Poucas pessoas experimentaram nesta vida a sensação de sonhar acordado, de dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto…



Não lembro se foi o “Wando” ou se foi o “Reginaldo Rossi” que disse em uma entrevista que se a Marisa Monte não tivesse optado pelo “Amor I love you” e que se o Caetano não tivesse dito “Tô me sentindo muito sozinho…” eles não venderiam mais nenhum disco. Não adianta, o publico gosta e vibra com o “brega”.

Não adianta tapar o sol com a peneira. Por mais que você não admita: – Você ficou triste porque o Leonardo di Caprio morreu em Titanic e ficou feliz porque a Julia Roberts e o Richard Gere acabaram juntos em “Uma Linda Mulher”; Existe pelo menos uma música sertaneja ou um pagodinho que te deixe com dor de cotovelo; Quando você está solteiro e vê um casal aos beijos e abraços no meio da rua você sente a maior inveja; Você já se pegou escrevendo o seu nome e o da pessoa pelo qual você esta apaixonada no espelho embaçado do banheiro, ou num pedacinho de papel; Você já se viu cantando o mantra “Toca telefone toca” em alguma das sextas-feiras de sua vida, ou qualquer outro dia que seja;(e quando toca, você pensa: “É ele(a), é ele(a)”! Você já enfiou os pés pelas mãos alguma vez na vida e se atirou de cabeça numa “relação” sem nem perceber que você mal conhecia a outra pessoa e que com este seu jeito de agir ela te acharia um tremendo louco; Você, assim como nos contos de fada, sonha em escutar um dia o tal “E foram felizes para sempre”.

Bem , preciso continuar? Ok, acho que não…



Negue o quanto quiser, mas sei que já passou por isso, e se não passou, não sabe o quanto esta perdendo…

O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance.

Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos.

"...Um dia entendemos que as coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Antes de começar um capitulo novo, é preciso terminar o antigo. Diga a si mesmo que o que passou passou e jamais voltará, nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos, não por causa do orgulho nem por incapacidade.. mas, simplesmente porque aquilo não se encaixa mais na sua vida"

sábado, 4 de junho de 2011

Larissa Miranda

Sabe que todas as coisas que eu fiz, todas mesmo, eu nunca pedi nada em troca, simplesmente porque eu não preciso disso, eu nunca precisei. Eu faço por ti, pela tua felicidade. Eu me mostrei o tempo inteiro transparente, em tudo, principalmente no que eu sentia, sempre no que eu sentia, sinto. E assim, crua, deixava transparecer também, meus defeitos. Dizem que na vida a gente perde e ganha pontos com os outros, eu, pelo visto, só perco, e se ganho, não noto. Joguei comigo mesma, e perdi, perdi feio. Então só apertei o pause e depois o play, e deixei continuar. Eu sabia o tempo todo, eu sabia, foi opção minha insistir no erro, só não optei por sentir, mas como já estávamos ali mesmo, naquela altura do campeonato, eu não ia ser covarde e dar pra trás com tudo o que eu disse, porque sim, eu disse, e TODAS as vezes que eu disse foram de verdade, acredite mais do que tudo, era o que eu sentia... E eu ainda sinto, eu ainda sinto porque é mais forte que o meu não, e eu não posso simplesmente passar a borracha em cima disso, sorrir, e fazer de conta que nada aconteceu... Aconteceu sim, nós sabemos que aconteceu. Pelo amor de Deus, a que ponto chegamos? É simples assim? Pra mim não existe gente descartável, infelizmente. Mais uma vez só peço uma coisa, pra mim, pra ti, pra todo mundo... MAIS AMOR, POR FAVOR!

Tati Bernardi

Desculpem o trocadilho infame, mas a vida é feita de altos e baixos. Altos, fortes, morenos, sensuais, possíveis e aquele baixinho, meio esquisito, que não sai da sua cabeça. Impressionante como a gente sofre por nada. Um cheiro que mexe com você, um jeito de olhar contido, uma idéia inteligente, várias na verdade. Não, não é nada disso, a gente sofre é pela impossibilidade. Desde que o mundo é mundo não há nada mais afrodisíaco do que a proibição. E se a Julieta tivesse visto o Romeu acordar com mau hálito? E se o Romeu descobrisse o chulé da Julieta? Convivência é foda. Pois é, aquele baixinho esquisito não pertence ao grupo dos amores possíveis, a graça dele pode durar uma eternidade, dependendo do seu grau de estupidez criativa. Ele não quer nada com você, já tem alguém, pertence a um caminho que passa longe do seu, sabe cumé? Pertence ao campo dos idealizados, sonhados e distantes, o que faz dele enorme, lá no pedestal. E nada melhor do que as lacunas da improbabilidade para esquentar uma paixão. Nessas lacunas você tem espaço para criar a história como quiser, ganha poder, inventa. Ele é seu, seu personagem. Nesses espaços livres você coloca todos os seus sonhos, toda a sua imaginação. Cenas completas com fundo musical e palavras certas, finais e desfechos inesperados. Quando você menos espera, ele faz mais parte da sua vida do que você mesma. Mas a realidade aparece mais cedo mais tarde, vem como uma angústia. Parece vontade de fazer xixi, mas é tesão reprimido. Tesão reprimido deve dar câncer. Era só um cara interessante, agora pode te matar. Pronto, você está apaixonada. E a paixão tem suas etapas. Primeiro a negação: eu apaixonada? Imagina. Ele é impossível, nunca vai me dar bola, muito menos duas com o que eu quero no meio. Depois a maximização: ele é mais inteligente, mais bonito, mais engraçado. E todos os mais possíveis para que ele seja mais desafio para você, mais inveja para as suas amigas, se você aparecer com ele na festa, mais fadinhas dançantes para fazer cosquinha no seu ego problemático. Daí é a vez da “superlativização”: em vez de ser mais, ele é “o mais”, o mais fodido, o mais inteligente e o mais gostoso. E você está a um passo do endeusamento: “ele é único”, aí fodeu. Se ele é único, ele é a sua única chance de ser feliz. E, se ele não quer nada com você, você acaba de perder a sua única chance de ser feliz. Bem-vinda à depressão. Como você é ridícula, amor platônico é para adolescentes. Lá fora há milhares de possibilidades de felicidade, de felicidades possíveis. De realidade. E você eternamente trancada na porta que o mundo fechou na sua cara. Fazendo questão de questionar e atentar o inexistente. Vá viver um grande amor. Olha, faça um favor para mim, antes de tremer as pernas pelo inconquistável e apagar as luzes do mundo por um único brilho falso, olhe dentro de você e pergunte: estupidez, masoquismo ou medo de viver de verdade?